Aquele Abraço
Dois grandes amigos se encontram na fila do banco:
- Opa!
- E aí Osvaldo. Como vai?
- Ah... Na mesma. Meu dia não tá sendo dos melhores. Ninguém tem mais respeito por ninguém. O segurança já me olhou com cara feia porque a porta giratória trancou na minha vez. Imagina... Vê se eu tenho cara de ladrão? E ainda vou ter que aturar o mau humor do caixa.
- Pois é. Esse mundo é louco mesmo... E coitada da velhinha lá fora pedindo esmola, ninguém ajuda. Eu dei uns centavos, mas fiz a minha parte. Se desde o começo o ser humano tivesse mais amor pelo próximo, as coisas não estavam assim, de ponta cabeça.
- É verdade. Mas e aí, Pereira, como tá a família?
- Está bem. A Laurinha foi morar nos Estados Unidos.
- Tá certo. Aquilo que é país de verdade. Lá as pessoas são civilizadas. Não é essa balbúrdia do Brasil... Opa! Tão chamando meu número. Tenho que pagar as contas!
E, com um leve tapinha nas costas, se despedem:
- É isso aí... Um abraço, Osvaldo.
- Um abraço, Pereira.
Por Tiago Masutti
- Opa!
- E aí Osvaldo. Como vai?
- Ah... Na mesma. Meu dia não tá sendo dos melhores. Ninguém tem mais respeito por ninguém. O segurança já me olhou com cara feia porque a porta giratória trancou na minha vez. Imagina... Vê se eu tenho cara de ladrão? E ainda vou ter que aturar o mau humor do caixa.
- Pois é. Esse mundo é louco mesmo... E coitada da velhinha lá fora pedindo esmola, ninguém ajuda. Eu dei uns centavos, mas fiz a minha parte. Se desde o começo o ser humano tivesse mais amor pelo próximo, as coisas não estavam assim, de ponta cabeça.
- É verdade. Mas e aí, Pereira, como tá a família?
- Está bem. A Laurinha foi morar nos Estados Unidos.
- Tá certo. Aquilo que é país de verdade. Lá as pessoas são civilizadas. Não é essa balbúrdia do Brasil... Opa! Tão chamando meu número. Tenho que pagar as contas!
E, com um leve tapinha nas costas, se despedem:
- É isso aí... Um abraço, Osvaldo.
- Um abraço, Pereira.
Por Tiago Masutti
- Opa!
- E aí Osvaldo. Como vai?
- Ah... Na mesma. Meu dia não tá sendo dos melhores. Ninguém tem mais respeito por ninguém. O segurança já me olhou com cara feia porque a porta giratória trancou na minha vez. Imagina... Vê se eu tenho cara de ladrão? E ainda vou ter que aturar o mau humor do caixa.
- Pois é. Esse mundo é louco mesmo... E coitada da velhinha lá fora pedindo esmola, ninguém ajuda. Eu dei uns centavos, mas fiz a minha parte. Se desde o começo o ser humano tivesse mais amor pelo próximo, as coisas não estavam assim, de ponta cabeça.
- É verdade. Mas e aí, Pereira, como tá a família?
- Está bem. A Laurinha foi morar nos Estados Unidos.
- Tá certo. Aquilo que é país de verdade. Lá as pessoas são civilizadas. Não é essa balbúrdia do Brasil... Opa! Tão chamando meu número. Tenho que pagar as contas!
E, com um leve tapinha nas costas, se despedem:
- É isso aí... Um abraço, Osvaldo.
- Um abraço, Pereira.
Por Tiago Masutti
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